Na esfera política brasileira é de praxe demonizar praticas da direita como perversas. Na interpretação da dualidade, entre bem e mal, direita ou esquerda, apenas um sobreviveu nesse país, você sabe dizer qual?
Esquerda e Direita são termos utilizados com frequência nos dias de hoje, porém, na maior parte das vezes idealizadas erroneamente por seus interlocutores.
A rivalidade entre uma suposta esquerda e uma suposta direita, vem se acirrando no país, dentro da atual conjuntura política da qual vivenciamos.
Assim como a bussola tem como propósito localizar seu paradeiro ou destino, mostrar onde e como você pode chegar, as divergências ideológicas que direcionam e rebatem ideias, intrínsecas em um espectro de princípios das que constroem idealizações filosóficas, precisam ser localizada através de uma bussola intelectual onde podemos entender como "direita e esquerda".
Dentro dessa “bussola” da esquerda, existem diversos princípios, ideologias e pensamentos diferentes, mas interligados e imanentes um ao outro, e ganham este percurso adentro da bussola política em função de sua inclinação ideológica, no caso a Esquerda caracteriza-se como racionalista, progressista , socialistas, marxista, nazista, revolucionária, anarquistas, reformista. A esquerda está mais para o individualismo, coletivismo social, utilitarismo, hedonista, materialismo dialéctico .
Para Liberais, a flexibilidade ideológica tende tanto para direita quanto para esquerda, depende do Liberal que você quer ser.
A direita é a vertente de princípios e ideias caracterizadas por liberais, conservadores liberais classicos, libertarios, conservador tradicional, tradicionalistas, moderadores, entre outros
A direita defende o ceticismo político, o “bem comum”, moralismo, princípios éticos, liberdade privada e econômica , propriedade privada, tradicionalismo.
Estou farto de escutar leigos e acéfalos políticos repetirem insistentemente que PSDB é um partido de direita. O que nos sobrou do discernimento político, foi uma classificação obsoleta e inepta do que pode se entender como direita. Chegamos ao ponto de classificar como “direita” aquele que menos esquerda é.
A Direita de fato, que deveria fazer um contrapeso no processo democrático no âmbito do confronto das ideias foi demonizada e está ausente no processo político, substituída pelo dogmatismo ideológico da esquerda política. Sinceramente, não vejo influencia legitima de nenhuma vertente da direita a dentro do cenário político nesses últimos 30 anos de “democracia civil”.
A direita, é tão merecedora de um espaço no processo político quanto a nossa esquerda usurpadora. Infelizmente, a realidade brasileira é que a vertente ideológica direitista está escassa na política, se não, completamente esvaecida. Vivemos nesses últimos anos em um lento e complexo processo de estigmatização e deterioração de um oponente antagônico denominado “direita”, sendo o dogmatismo ideológico visto como benfeitor e principal adversário do pluralismo intelectual.
Para os governistas, estes por sua vez consideram-se o ápice da esquerda revolucionaria, categorizam aos seus opostos o título de Direita reacionária, não existe oposição política ou civil a eles que não se enquadrem nos bordões de ultra conservadores reacionários, elitistas, aristocracias, burguesias, coxinhas, golpistas e por ai vai.
Não basta para o Brasil possuir uma das maiores populações conservadoras, se a mesma é ignorada pela política e jogada de escanteio. Ora, mesmo diante das centenas e milhares de pessoas que protestaram contra o governo corrupto, ainda sim, foram desprezados, como se não existisse esse tal processo democrático, como se a voz do povo não ecoasse nos corredores do Planalto ou do Senado, ignorando genuína manifestação por completo. Em outras palavras, a representação política é falsa e antidemocrática nesse país. O vigente sistema político não deixa apenas de lado políticos mais acentuados no âmbito da direita, mas como também abandona seu próprio povo em função de uma ideologia e dos interesses incomuns.
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