sábado, 15 de julho de 2017

Invasão de Propriedade








Os 12 integrantes do MST assassinados no Pará não podem servir como artificio retórico que justifiquem ou atenuem os delitos de invasões das propriedades privadas no Brasil.




Um crime não justifica o outro, é verdade.
Mas para imprensa isso tanto importa. "invasão de terra" é retratado quase como um "direito social" pela grande mídia que apenas vem condenando um dos lados, quando os dois estão legitimamente errados perante a legislação brasileira.
Mas isso é algo já esperado quando se trata de inversão de valores disseminados por órgãos de telecomunicações.
A propriedade é o castelo de todo cidadão, é um alicerce fundamental que consolida as bases constitucionais deste país e de qualquer democracia que se preze.
Sem o direito a propriedade só nos sobrariam os grilhões, por assim dizer. É ai que entra o trabalho midiático, embusteiro, difamatório e calunioso sobre um tema de eximia importância no que se refere a liberdade, de forma genérica para os cidadãos comuns.
São estes os alicerces, a família e propriedade que no contexto social construíram e moldaram nossas vidas. É difícil dizer onde estaríamos hoje sem esses princípios inexoráveis, mas por algum motivo, é da tendencia da mídia deturpar a propriedade, ao ponto que defende-la se torne um crime hediondo. Essa postura ignóbil da vasão para bandidos e invasores se respaldarem pelas brechas morais que vitimizam esse tipo de comportamento criminoso, ao ponto em que invasão de terra no Brasil já tenha se tornado algo tão corriqueiro quanto cultural, e isto precisa acabar.
Países sérios, que respeitam a democracia em todas as suas instâncias, levam muita a serio o principio de propriedade. Nos Estados Unidos por exemplo invasão a propriedade pode levar o invasor a morte, sem que a vitima (o proprietário) seja indiciado pela policia por praticar o ato de legitima defesa.
São inúmeros casos que demonstram essa realidade na prática. Sarah McKinley , com filho de 3 meses, uma mulher aparentemente indefesa, enfrentou com uma calibre 12, dois invasores que portavam facas, um dos agressores morreu após Sarah disparar contra a dupla. Para policia atitude de Sarah foi justificada e como consequência não foi indiciada.
Já no Brasil, em um cenário totalmente avesso, vemos um retrocesso descomunal em relação a direitos e liberdades individuais.
Episodio que ocorreu em Formosa levou a prisão do dono de uma casa a 12 anos de cadeia.
O bandido em questão invadiu sua residencia e foi morto por uma armadilha deixada na porta da cozinha pelo proprietário, o ladrão levou um tiro de escopeta direto no peito.
Nos EUA, se voce sentir que sua vida ou propriedade estão em risco, o uso da força é autorizado pela lei lei “Stand Your Ground”, pois a propriedade é tão primária quanto a vida e ambos se complementam.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Direita Recalcada





Imbuídos de um pretenso compromisso messiânico para criticar ramificações da direita, os recalcados assumem esse papel como se estivessem no caminho para Terra Santa.


Eu sempre tive um senso de compromisso bastante ecumênico entre as ideias provenientes da direita, não por uma questão de principio ou honra, mas pelo próprio contexto político e cultural do qual enfrentamos aqui no Brasil. Por uma questão de bom senso, mantive essa percepção acesa e ainda a mantenho.


Mas antes , devemos compreender o que significa "recaldado":


"Quando se diz que uma pessoa é recalcada, significa que esta está insatisfeita, reprimida e crítica sobre determinado assunto ou situação, mas sem um motivo ou justificativa plausível aparente."

A Direita Recalcada é aquele que se reprime inconscientemente, que pratica autoflagelo promovendo sua própria destruição através de opiniões impertinentes .


A crítica é um percursor essencial para o auto questionamento e desenvolvimento intelectual e não acho que devemos inibir certos questionamentos entre nós mesmos por algum tipo de convicção ideológica, no entanto, não é exatamente isso que presencio nos recalcados da direita.

Quando você começa a perceber entre os argumentos expostos mais criticas a direita do que a esquerda é porque algo definitivamente está errado.
A palavra certa que se deve empregar aqui é simplesmente "bom senso", pois é isto o que falta aos recalcados desalmados que municiam a esquerda com todo tipo de retórica pusilâmine.
A noção de equilíbrio das forças ideológicas que norteiam nossa sociedade é um fator cognitivo que deve ser encarado com muita seriedade pelos críticos.
A primeira questão é que não vivemos em uma sociedade cujo reconhece os princípios da pluralidade, onde o desequilíbrio explicito descamba para a esquerda progressista, deixando uma exígua fresta para direita respirar.
Diante do cenário de homogeneidade política, cultural e intelectual protagonizada pelos progressistas fica insustentável aferir qualquer critica nas nuances da direita.

Imagine um cenário mais radical, onde opositores do ditador Norte Coreano começam a se insurgir contra o governo sendo que entre os opositores existem 4 tipos de grupos que pensam de forma diferente. Agora, estes 4 grupos que concordam parcialmente em certas questões e sempre se criticaram na medida certa começaram entrar em uma disputa pelo poder de quem deveria liderar a insurgência iniciando uma onda de acusações e críticas apelativas uns contra os outros, sem o menor comprometimento com a causa central contra o Governo ditatorial coreano.


É exatamente isto o que vem acontecendo no Brasil com estes entusiastas a críticas imprudentes e descomedidas. Enquanto a esquerda continua invicta, estamos nos digladiando para ver quem vai assumir a liderança contra a hegemonia expansionista progressista.

Intrigas e briguinhas a parte sempre vão surgir, mas o problema é quando este comportamento se torna um hábito.

Eu sou conservador e por diversas ocasiões me mantive comedido em alguns debates, justamente por compreender que existe pouco espaço na direita nesse país e que precisamos ainda galgar muito território que é perdido todos os dias graças esse tipo de mentalidade beligerante.


Quando a democracia brasileira for verdadeiramente representativa de forma plural e equânime, me sentirei a vontade para criticar seja quem for, até lá, devemos manter o equilíbrio no jogo.