Em meados de 2008, resolvi fazer uma viagem ao Paraguai para conhecer o país, depois de muitas horas de viagem cheguei em Foz de Iguaçu (fronteira), onde atravessei a ponte da amizade para o país com muita facilidade. Ao entrar, peguei um ônibus até uma pequena cidade no interior do país chamada Santa Rita, finalmente chegando a cidade, encontrei com alguns amigos, e pela primeira vez, teria ali testemunhado, durante a conversa com um cidadão local, o ódio e a xenofobia que paraguaios exercem sobre os brasileiros e brasiguaios. Quando o paraguaio com muita empáfia me proclamou "Imperialista", senti-me por um breve instante como um estadunidense invadindo o Iraque.
Em um ponto desta conversa, abordávamos o tema histórico, onde ele relutantemente dizia que o Brasil teria roubado 40% do território nacional paraguaio ao final da guerra da tríplice aliança, e entendi então que um semi-informado chega ser pior do que um ignorante completo. Posso caracterizar assim, boa parte da população deste país.
Um dos principais fatores que ajudaram a desencadear à guerra do Paraguai, fora iniciada pela ambição do ditador Francisco Solano Lopes. O ditador tinha como objetivo expandir o território paraguaio, cobiçando ter uma saída para oceano atlântico através dos rios de bacia de prata. Um de seu atos expansionistas foi a conquista da província do Mato Grosso do Sul e o Rio Grande do Sul, as quais integravam posse a soberania brasileira e não paraguaia.
Outra parte do debate focava se nas polemicas dos produtores de soja Brasiguaios e a usina hidroelétrica Itaipu, onde argumentava que tanto a intervenção dos brasiguaios como a intervençao do Brasil na economia, ameaçavam a soberania nacional de seu país.
É bom deixar claro, que a usina Hidrelétrica de Itaipu foi 100% subsidiada pelo governo Brasileiro na década de 70, sem o Paraguai dar um centavo pela construção, chegando a totalizar até US$ 26,9 Bilhões. Hoje, estima se que o valor total do empreendimento chegue até ser de US$ 60 Bilhões, correspondendo 3 vezes o PIB Paraguaio. A renovação do acordo bilateral, qual só deveria ser modificado em 2023, foi ratificada em 2011, pelo ex-presidente Lula. O novo acordo onde os tributos pagos pela energia por brasileiros, passaram de US$120 milhões a US$ 240 Milhões por ano, isso representa mais do que a media da economia do país, corroborando em tributação correspondente a 35% do PIB.
Já os brasiguaios, integram 98% da produção de soja no país, contribuindo com 30% do Produto Interno Bruto.
Em outras palavras, a economia irrisória do Paraguai estaria desabando na pobreza se não fosse pela intervenção brasileira, praticamente
mais da metade do PIB seria retalhado, e a miséria prevaleceria abundantemente nesse inóspito país.
Apesar das intervenções brasileiras benéficiarem o Paraguai e estimularam a economia inopiosa do país, ainda sim somos alvos dos
discursos populistas retóricos. Fernando Lugo, em sua candidatura para 2010,
classificava o Brasil de Imperialista, afirmando que a
soberania do povo paraguaio estava sendo lesada com a promulgação vigente do tratado da Usina Hidroelétrica
de Itaipu e que historicamente temos roubado o Paraguai. Aquele mesmo
discursinho retórico do cidadão paraguaio em Santa Rita o qual eu presenciei.
O movimento carpero, é motivado pelas ações pérfidas de um presidente dissimulado e capcioso, o qual assentiu uma reforma agrária integral para os paraguaios durante as eleições, resultando e estimulando sentimentos de ódio e xenofobia, conseqüente a discursos racistas. Agora os carperos acreditam estar reivindicando suas terras e quem sofrem com isso, são os Brasiguaios, vitimas da hostilidade e da ignorância do povo, formalizada pelo governo vigente o qual deveria ser responsabilizado por cada brasiguaio injustiçado no país.
O movimento carpero, é motivado pelas ações pérfidas de um presidente dissimulado e capcioso, o qual assentiu uma reforma agrária integral para os paraguaios durante as eleições, resultando e estimulando sentimentos de ódio e xenofobia, conseqüente a discursos racistas. Agora os carperos acreditam estar reivindicando suas terras e quem sofrem com isso, são os Brasiguaios, vitimas da hostilidade e da ignorância do povo, formalizada pelo governo vigente o qual deveria ser responsabilizado por cada brasiguaio injustiçado no país.
Os brasiguaios são obrigados agora a contratar segurança particular, pois a polícia não impõe autoridade nas regiões e as vezes até se alinham com manifestantes. Fazendas já foram invadidas, equipamentos agrícolas e silos queimados, com dezenas de paraguaios armados impedindo o plantio de muitos produtores de sojas Brasiguaios. Ainda hoje, presenciamos inúmeros relatos preconceituosos contra os brasiguaios, onde até crianças já são alvos discriminatórios em escolas públicas do Paraguai. Uma menina de 11 anos foi vitima de colegas, que a expulsavam do colégio, por meio de empurrões, pois ela não falava Guarani (Língua nativa) e não era bem vinda por nao ter sangue paraguaio. A menina nasceu no Paraguai assim como os 4 filhos, 11 netos e 1 bisneta de se avô, um agricultor gaucho, Milton Sepiel.
Esse é um problema que já vem se agravando em decorrência da condescendência política nacional adotada desde o governo Lula.
Os problemas com os produtores de Soja vêm intensificando cada dia mais, os 150 000 brasileiros proprietários de terra estão sob ameaça no leste do Paraguai, com cerca de 8 000 Sem Terras que ameaçam as propriedades com facões e porretes, proporcionando a destruição das plantações e agressões dos agricultores brasileiros.
Entretanto, o governo Dilma continua com a política diplomática condescendente, iniciada durante o governo Lula. O Itamaraty (Ministério das relações exteriores) refuta de maneira afável aos abusos xenófobos e agressões preconceituosas contra brasiguaios. Antonio Patriota, ministro das relações exteriores, conversou apenas uma vez com o chanceler paraguaio, a respeito dos problemas sociais preocupantes que se agravam na região envolvendo os produtores de soja . Eduardo Santos, embaixador brasileiro no Paraguai, visitou a região só um mês depois do primeiro ataque carpero nas terras dos brasileiros, a pedido de Antonio Patriota.
Quantos brasiguaios e brasileiros precisaram morrer para que o governo Dilma leve mais a serio a situação em questão?
Duvidosamente, Durante a 3ª Conferência do Conselho de Representantes da Comunidade Brasileira no Exterior, Rio de Janeiro, Lula, ao mesmo tempo em que procura punir com palavras, medidas adotadas por países Europeus após a crise de 2008, em endurecer a legislação para imigrantes, o governo Dilma vem fazendo o mesmo hoje com os haitianos que almejam entrar no Brasil a procura de trabalho, restringindo à entrada deles no país. Já no tocante a meros e simplórios brasiguaios, que são perseguiodos, mortos e injustiçados avidamente, bem em nosso quintal, pelo povo paraguaio, Lula e o Governo de Dilma não criticam, não sabem de nada e nem querem saber.
Tal diplomacia enigmática e passiva do PT já vem nos prejudicando há muito tempo, vide a postura frouxa em 2006 na Bolívia. Lula adotou com brandura a desnacionalização da refinaria de petróleo qual foi invadida pelo exercito Bolivariano de Evo Morales (amiguinho de Lula), causando exacerbados prejuízos á Petrobras.
Agora à vida de milhares de Brasiguaios estão em jogo, temo pelas medidas enigmáticas diplomáticas do Brasil. Que deus ajude os Brasiguaios, pois nosso governo creio que de nada irá ajudar.
Fontes:
Lula Critica países europeus http://noticias.r7.com/brasil/noticias/lula-diz-que-pais-esta-pronto-para-oferecer-oportunidade-a-todos-20101203.html
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