terça-feira, 27 de outubro de 2015

Os tropeços de uma direita desorganizada.

 A MBL pode até ter sido a grande e principal percursora do movimento pró impeachment mas de modo algum é dona de um sentimento popular e nem pode se portar como tal.
Eu estive presente nas primeiras manifestações pró impeachment que aconteceram na Av. Paulista dentro do MASP, e tive a oportunidade de testemunhar a desorganização e desunião das lideranças já naquela época.
Acredito que os motivos dos quais acreditamos trilhar para posteriormente possibilitar um eventual processo de impeachment, não são relevantes neste momento.


Estão muito preocupados pensando em um futuro utópico dentro a uma possibilidade quase remota da qual Dilma sucumbirá, quando em suma, deveriam se unir prol a uma causa em comum.
A MBL expulsou os intervencionistas do acampamento em frente ao congresso que faz pressão ao governo, mas será a MBL incumbida de monopolizar um sentimento nacional ao ponto de decidir quem pode ou não lutar pelo brasil?


Para justificar suas ações, com argumentos escárnios e um vocabulário bastante similar a esquerda moderna brasileira, um dos coordenadores, Renan Santos, acusa incessantemente os intervencionistas de golpismo, fiquei surpreso por nao os chamar de coxinha na mesma frase. Em seu momento mais lucido ao indagar a intenção golpista dos intervencionistas, se porta ainda como redator constituinte afirmando que o Artigo 85 e 86 da constituição e o conteúdo da lei 1.076 que prevê intervenção militar é uma proposta golpista, mesmo que surpreendentemente isso esteja escrito em nossa própria constituição e mesmo que essa mesma lei já tenha nos salvado em 1964 da corja comunista que se instaurava durante o governo João Goulart
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Vejam só, nao sou a favor da intervenção militar hoje em dia, mas a prepotência de uns que seguem a frente de uma suposta liderança adotam caminhos e estrategias erradas diante da atual conjuntura política. O clima entre os apoiadores do impeachment deveria ser harmonioso e não conflituoso. Não vemos grupos e militantes da esquerda brigarem entre si, nao vemos o MST expulsar militantes LGBT, mesmo que esses pensem de forma diferente, são organizados.
Alias, a direita brasileira é imatura e muito desorganizada. Deveríamos estar unidos em obter êxito ao nosso maior objetivo, que é extirpar o PT da face da terra e nao promover intrigas internas. Após obter o êxito, cada um que defenda sua bandeira em seu próprio canto.

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